Missão

Visão

 

Os Leigos para o Desenvolvimento vêem-se no futuro como uma ONGD, católica, de referência ao nível da promoção do Desenvolvimento Humano e Comunitário que assume o Espírito de Gratuidade, a Responsabilidade, a Qualidade e a Participação como fatores determinantes para a construção de um mundo mais justo e solidário.

 

Missão

 

Os Leigos para o Desenvolvimento assumem como Missão promover o desenvolvimento integral e integrado de pessoas e comunidades de países em desenvolvimento e de Portugal, com vista à sua capacitação e autonomização, através do testemunho e da intervenção preferencial de voluntários missionários qualificados.

 

Valores

 

Identidade Cristã – Os Leigos para o Desenvolvimento são uma organização católica que fundamenta a sua intervenção nos valores cristãos e promove a dignidade humana. Os seus principais agentes de desenvolvimento são enviados como leigos missionários à luz de um discernimento e um acompanhamento assente na Espiritualidade Inaciana.

 

Espírito de Serviço e Desenvolvimento – Os Leigos para o Desenvolvimento assumem a sua missão como um combate à desigualdade, à pobreza e à exclusão social, colocando-se ao serviço do desenvolvimento de comunidades e povos mais fragilizados. O seu conceito de serviço enquadra-se num modelo de desenvolvimento que procura autonomização, capacitação e empowerment das pessoas, grupos e organizações locais, por acreditar genuinamente nas suas capacidades, talentos e criatividade.

 

Gratuidade e Simplicidade – Com o objetivo dos LD se tornarem mais próximos das pessoas e comunidades onde intervêm, os recursos são disponibilizados num espírito de simplicidade e pobreza cristã, tendo em conta o contexto socioeconómico em que vão viver. Por essa razão, os principais agentes dos Leigos para o Desenvolvimento são voluntários que se disponibilizam a tempo inteiro pelo tempo mínimo de um ano.

 

Partilha e Vida Comunitária – A partir do estilo de vida próprio LD em que a partilha e a vida comunitária assumem um caráter essencial, os Leigos para o Desenvolvimento promovem um modelo de desenvolvimento em que a solidariedade se fundamenta no princípio da coresponsabilização e a coesão social assenta na capacidade de construir „comunidade‟ valorizando a diferença entre indivíduos, culturas e religiões.

 

Princípios

 

Os Leigos para o Desenvolvimento traduzem os seus valores em princípios de natureza estratégica e metodológica que caracterizam a sua intervenção ao abrigo do conceito de desenvolvimento local e participativo.

 

Abordagem de Base Territorial – a intervenção dos LD deve tomar em conta a especificidade do território e da comunidade numa abordagem de proximidade, valorizando aspetos como identidade comum, solidariedade na ação e coesão social.

 

Perspetiva Integrada – os Leigos para o Desenvolvimento assumem a pessoa, os grupos e os territórios na sua complexidade, procurando relativizar a visão setorial e valorizar a abordagem holística.

 

Trabalho em Parceria – os Leigos para o Desenvolvimento devem privilegiar uma atuação de forma conjunta, partilhada e em rede, tendo por base estratégias colaborativas e de cooperação.

 

Participação – para capacitar e promover autonomias, os Leigos para o Desenvolvimento comprometem-se a fomentar a participação como um exercício de cidadania e um processo de ativação e interação de capacidades e oportunidades.

 

Mobilização de Capacidades e Recursos Endógenos – para quebrar ciclos de dependência, de baixa autoestima e de impacto ambiental, os LD procuram valorizar a opção por recursos locais e fomentar a criatividade e a inovação.

 

Sustentabilidade – os Leigos para o Desenvolvimento implementam projetos e respostas sociais/educativas procurando desde o início definir uma estratégia de viabilidade financeira, técnica, ambiental, procedimental e de coordenação.

 

Abordagem de Longo Prazo – por se procurarem mudanças sociais, a intervenção dos Leigos para o Desenvolvimento deve ser equacionada com o tempo de intervenção necessário à capacitação dos atores locais, tentando ser independente dos ciclos irregulares de financiamento e do ritmo de rotação dos agentes de desenvolvimento.

 

Cultura de Avaliação – para aferir resultados, impactos e a qualidade da intervenção, os Leigos para o Desenvolvimento consideram central a monitorização e avaliação on going, com recurso à autoavaliação, avaliação interna e externa.

 

Metodologia de Investigação-Ação – a forma de abordagem dos Leigos para o Desenvolvimento combina a ação e a reflexão crítica, procurando retirar aprendizagens a partir dos processos, dos sucessos e dos erros e sistematizando experiências com vista à produção e disseminação de conhecimento.