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A Rede Tchiloli promove Festival

Os Leigos para o Desenvolvimento têm acompanhado nos últimos anos o Grupo de Tchiloli, Formiguinha da Boa Morte, oriundo do Bairro da Boa Morte em S. Tomé, que existe desde 1956.

O Tchiloli – Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno, é baseado num texto quinhentista de Baltasar Dias, poeta cego madeirense, e nasce da fusão entre o património português e santomense da qual resulta uma representação teatral, de herança renascencista, reinventada pelo povo de São Tomé e Príncipe. Esta assumiu tamanho valor ao ponto de se ter tornado um símbolo de resistência face ao anterior domínio colonial português.

Com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito de um projeto piloto de promoção do Tchiloli enquanto resposta de Indústria Criativa, tendo mais conhecimento e relação com outros grupos de Tchiloli, constituiu-se uma Rede de grupos de Tchiloli que reúne assiduamente. Esta rede é um coletivo que defende a união, preservação e promoção do Tchiloli como manifestação cultural e tradicional santomense. Tem como objetivos:
• Criar e implementar uma dinâmica de trabalho em rede entre os grupos ativos em São Tomé;
• Desenvolver ações individuais e coletivas de promoção e divulgação;
• Potenciar a cooperação entre todas as entidades interessadas em apoiar, preservar e promover o Tchiloli.
Os grupos que participam nesta Rede são: Grupo Benfica de Margarida Manuel, Grupo Florentina de Caixão Grande, Grupo Formiguinha de Boa Morte, Grupo Marquês de Mântua de jovens de Buguê e Grupo Pioneril de Boa Morte.

No âmbito da Rede de Tchiloli, com o apoio da especialista em design e comunicação, Elisabete Monteiro, foi feita uma reflexão estratégica e criada de forma participada a identidade gráfica e os planos de comunicação da própria Rede e do I Festival do Tchiloli. Também está a ser criada uma linha de merchandising que se desenvolveu para promover a sustentabilidade da Rede e dos grupos envolvidos.
A Rede Tchiloli já tem um site (http://redetchiloli.org) que inclui um roteiro dos grupos e das suas principais atuações ao longo do ano para que se possa cada vez mais incluir na estratégia turística do país.

Formadora Elisabete com participantes

Um fruto já muito relevante do trabalho da Rede, foi a realização do I Festival de Tchiloli, contando com o apoio institucional dos Leigos para o Desenvolvimento, que decorreu na cidade de São Tomé de 3 a 5 de Agosto. A sessão de abertura e apresentação da Rede Tchiloli ao público contou com a presença do Ministro da Educação e Cultura (MECCC) Dr. Olinto Daio, onde também se apresentou a música original da Rede e o material de merchandising, que nesse dia começou a ser comercializado pela primeira vez!

Cartaz I Festival Tchiloli

Este trabalho coletivo teve o auge na apresentação de encerramento, aqui os grupos uniram esforços e apresentaram a peça misturando figurantes de 5 grupos, chegaram a estar a contracenar 3 pessoas de grupos diferentes, a fanfarra era uma mescla de grupos! Foi um exemplo muito grande de trabalho de equipa, união e amizade uns pelos outros e um amor grande pelo Tchiloli!

A Rede que já conta com uma direção continua a trabalhar para desenvolver mais atividades ao longo do ano!