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Testemunhos

Carmo La Cerda
As missas aqui em S. Tomé são muito diferentes das de Portugal. Os cânticos são muito animados, com batuques e coros grandes, toda a gente canta, bate palmas, dá as mãos, dança! Às vezes, para além do peditório normal, fazem-se grandes ofertórios, em que as pessoas oferecem o que têm e põem, desde barras de sabão até galinhas vivas, panelas de sopa, mesas, cadeiras…! Mas o que me intrigou mais foi o facto de, no momento da elevação da hóstia e do cálice na Consagração, toda a assembleia dizer em voz alta, elevando as mãos e os olhos para o Céu, “Meu Senhor e Meu Deus!”
Miguel Santinho
Estes dias, meses, têm passado a correr, não sei se é de ter tanto que fazer e em que pensar que o tempo até parece ser pouco para aquilo que é preciso ainda, mas sinto-me muito agradecido por ter aceitado este desafio e por ter sido aceite.
Marta Barreiras
Estou em missão na Caparica-Pragal há quase dez meses e sinto que ainda pouco conheço e vivenciei nesta nova realidade, mas aos poucos começo a senti-la como minha.Aqui cada dia é preenchido e intenso. Intenso nas relações com as pessoas com quem estamos e trabalhamos, com os novos amigos, com a minha comunidade e na relação com Deus.Estar em missão é estar ao serviço. É servir sem estar à espera de ser servido. É crescer e ajudar o outro a crescer.
André Patrício
O ano de 2019 entrou em Moçambique com todo o fulgor. Frenético, enérgico e atarefado, por vezes, tenho a sensação que fui disfarçadamente tele-transportado ou que caí numa falha cósmica que me enviou para o velho continente.Vivendo agora as últimas semanas destes mais de dois anos de missão, longe vão os tempos do “vacani vacani”* e do “leve-leve”.
Marta Campelo
No centro da cidade de São Tomé situa-se o mercado onde podemos encontrar de tudo: frutos, legumes, peixe, especiarias, roupa, filmes pirateados, medicamentos, produtos de higiene, e tantas outras coisas. São tantas coisas que os dois edifícios criados para o efeito não chegam para albergar tanto vendedor e as suas bancas de venda. À volta dos edifícios degradados e sujos, os vendedores estendem uma toalha no chão onde colocam os frescos ou montam uma mesa onde expõem os seus produtos. Cada vendedor tem o seu lugar marcado e, com o tempo, vamos sabendo onde cada um está localizado.
Marta Horta
No trabalho que realizamos ao longo da nossa missão, além do tempo dedicado aos projetos, também nos é pedido que vamos redigindo relatórios e planos que nos ajudam a medir o impacto da nossa intervenção e a planear as atividades seguintes. Nesta altura, no meio de relatórios quinzenais, trimestrais, anuais, de projeto, de contas, relatórios comunitários ou individuais, dou por mim a pensar no tanto que nesta missão não é mensurável.
Diogo Gaspar
Se há algo que faz parte da paisagem das estradas e ruas de Cuamba e também de todo o Niassa são bicicletas, bicicletas essas de aspecto frágil e já muito desgastadas que chegam a transportar 2 ou 3 pessoas e que quase sempre transportam mercadoria, muitas vezes carvão ou capim, mas também camas, colchões, galinhas e até cabritos.
Paulo Gonçalves
É com alegria que partilho a história de uma das pessoas com quem tenho estado a trabalhar nestes últimos tempos. Horácio Luís, é o nome que assina, mas todas as pessoas o conhecem por Conci. Nasceu e vive em Ponta Baleia, uma pequena comunidade no sul de S. Tomé e Príncipe, que vai crescendo a um ritmo próprio, mas que sonha muito em melhorar as suas condições de vida.

Notícias

No passado dia 6 de Novembro de 2018, a Confederação Portuguesa de Voluntariado (CPV), em parceria com o Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (ISU) e com o apoio da Associação Portuguesa de Qualidade (APQ), atribuiu aos Leigos para o Desenvolvimento o Selo de Excelência em Voluntariado Join4Change.
No passado sábado, dia 23 de fevereiro, o Centro Informático Comunitário (CIC), projeto inserido na intervenção dos Leigos para o Desenvolvimento (LD) no Bairro da Boa Morte em São Tomé e Príncipe, retomou as suas actividades depois de um tempo fechado para obras de requalificação.
Decorreu no passado dia 20 de fevereiro de 2018 o evento “Escolinhas Comunitárias do Niassa – resultados de uma experiência com base comunitária de 22 anos”, no Camões – Centro Cultural Português de Maputo, que contou com presença de cerca de três dezenas de pessoas, representando várias organizações a trabalhar na área da Educação de Infância, mas também de representantes governamentais do Ministério da Educação e Desenvolvimento e do Ministério do Género, Criança e Ação Social.
Nos dias 26 de janeiro, 2 e 16 de fevereiro realizou-se uma Oficina de Costura, no âmbito do trabalho realizado com o Grupo de Mulheres da Caparica-Pragal. Trabalho este que tem como objetivo o empoderamento das mulheres e a valorização de talentos, capacitar para o emprego, apoiar a aquisição de novos conhecimentos e reforçar capacidades.
O dia 27 de dezembro de 2018 marcou a chegada do documentário “O dia de amanhã” ao Niassa, local que acolheu toda a recolha de imagens e sons. O Centro Pastoral da Diocese de Lichinga, na cidade de Lichinga, província do Niassa, acolheu a primeira exibição do documentário “O dia de amanhã” sobre as Escolinhas Comunitárias do Niassa (ECN), realizado com a Associação AO NORTE, permitindo assim o regresso.
Depois de vários anos de reflexão, o Grupo Comunitário do Bairro da Boa Morte (GCBM) criou um Modelo Comunitário de Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos, segundo o qual seriam construídas 3 casas do lixo, e adquirida uma moto-carrinha que faria o transporte entre as casas do lixo e a lixeira local, a Lixeira da Penha.
A Embaixada de Portugal abriu as portas ao documentário “O dia de amanhã”, documentário realizado com a Associação AO NORTE sobre as Escolinhas Comunitárias do Niassa (ECN), permitindo assim que se fizesse a sua antestreia no passado mês de dezembro de 2018. “O Dia de Amanhã” retrata a experiência dos Leigos para o Desenvolvimento nas ECN ao longo dos mais de 20 anos de implementação do projeto em conjunto com a Diocese de Lichinga e, mais recentemente, com a FEC – Fundação Fé e Cooperação.
No mês de novembro, 16 jovens dos Bairros da Caparica e do Pragal, viajaram até Cem Soldos e não foi para o festival dos Bons Sons. Saíram do bairro para passar um fim-de-semana temático, organizado em parceira, pelos Leigos para o Desenvolvimento e o Centro Social e Paroquial do Cristo Rei, que contou com atividades culturais, desportivas, e sociais.
Durante os meses de setembro e outubro, decorreu na Faculdade de Agricultura da Universidade Católica de Moçambique, uma formação em Empreendedorismo denominada AgroJovem. Esta formação teve como objetivo incentivar os jovens que estão quase a graduar-se ou que já se graduaram, a serem empreendedores no setor que é o motor da economia moçambicana, a agricultura.