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Testemunhos

Marta Campelo
No centro da cidade de São Tomé situa-se o mercado onde podemos encontrar de tudo: frutos, legumes, peixe, especiarias, roupa, filmes pirateados, medicamentos, produtos de higiene, e tantas outras coisas. São tantas coisas que os dois edifícios criados para o efeito não chegam para albergar tanto vendedor e as suas bancas de venda. À volta dos edifícios degradados e sujos, os vendedores estendem uma toalha no chão onde colocam os frescos ou montam uma mesa onde expõem os seus produtos. Cada vendedor tem o seu lugar marcado e, com o tempo, vamos sabendo onde cada um está localizado.
Marta Horta
No trabalho que realizamos ao longo da nossa missão, além do tempo dedicado aos projetos, também nos é pedido que vamos redigindo relatórios e planos que nos ajudam a medir o impacto da nossa intervenção e a planear as atividades seguintes. Nesta altura, no meio de relatórios quinzenais, trimestrais, anuais, de projeto, de contas, relatórios comunitários ou individuais, dou por mim a pensar no tanto que nesta missão não é mensurável.
Diogo Gaspar
Se há algo que faz parte da paisagem das estradas e ruas de Cuamba e também de todo o Niassa são bicicletas, bicicletas essas de aspecto frágil e já muito desgastadas que chegam a transportar 2 ou 3 pessoas e que quase sempre transportam mercadoria, muitas vezes carvão ou capim, mas também camas, colchões, galinhas e até cabritos.
Paulo Gonçalves
É com alegria que partilho a história de uma das pessoas com quem tenho estado a trabalhar nestes últimos tempos. Horácio Luís, é o nome que assina, mas todas as pessoas o conhecem por Conci. Nasceu e vive em Ponta Baleia, uma pequena comunidade no sul de S. Tomé e Príncipe, que vai crescendo a um ritmo próprio, mas que sonha muito em melhorar as suas condições de vida.
Susana Val
São Tomé é um país fértil, e com isto quero dizer que é capaz de produzir dezenas de frutas diferentes, e algumas delas mais do que uma vez ao ano! No entanto, esta fruta boa, de nome jaca, parece ser a delícia de todos os que por aqui vivem. É só ver miúdos e graúdos a comer jaca na rua, como se este fruto de um doce se tratasse. Qualquer machim1 consegue cortar uma jaca sem problema, e aquela espécie de cola que a agarra, isso não constitui obstáculo, é só saber como cortar e “já”, come-se jaca até encher a barriga e esta terminar, e estamos a falar de um fruto bem grande!
Liliana Ferreira
E assim se cumpre um sonho… Ao final de dois meses de missão em Angola, sinto que estou verdadeiramente aqui. Que todas as dificuldades sentidas, todas as ânsias, dúvidas e incertezas culminam na certeza de estar no lugar certo no tempo certo. Onde Deus me chama a estar. Aqui em missão, como sempre quis estar.
Sofia Costa
Acordo cedo, ainda não caí em mim, pela janela, o mar imenso inunda-me a face. Respiro o ar húmido, do outro lado já despertou o motivo que me trouxe cá. Estou preparada para sair. Xi mulela nasci kêfa, nona catchila massadu nêfa! Aprendi este ditado numa reunião com o Grupo Forte da Comunidade de Malanza (GFCM).
Teresa Oliveira
Há quase um mês passei a ponte para a margem sul, a outra margem, para começar a missão que me foi entregue, ser missionária na Caparica-Pragal. Numa casa desconhecida, com uma nova comunidade que teria de conhecer e um grande território e novas realidades para descobrir.

Notícias

O dia 27 de dezembro de 2018 marcou a chegada do documentário “O dia de amanhã” ao Niassa, local que acolheu toda a recolha de imagens e sons. O Centro Pastoral da Diocese de Lichinga, na cidade de Lichinga, província do Niassa, acolheu a primeira exibição do documentário “O dia de amanhã” sobre as Escolinhas Comunitárias do Niassa (ECN), realizado com a Associação AO NORTE, permitindo assim o regresso.
Depois de vários anos de reflexão, o Grupo Comunitário do Bairro da Boa Morte (GCBM) criou um Modelo Comunitário de Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos, segundo o qual seriam construídas 3 casas do lixo, e adquirida uma moto-carrinha que faria o transporte entre as casas do lixo e a lixeira local, a Lixeira da Penha.
A Embaixada de Portugal abriu as portas ao documentário “O dia de amanhã”, documentário realizado com a Associação AO NORTE sobre as Escolinhas Comunitárias do Niassa (ECN), permitindo assim que se fizesse a sua antestreia no passado mês de dezembro de 2018. “O Dia de Amanhã” retrata a experiência dos Leigos para o Desenvolvimento nas ECN ao longo dos mais de 20 anos de implementação do projeto em conjunto com a Diocese de Lichinga e, mais recentemente, com a FEC – Fundação Fé e Cooperação.
No mês de novembro, 16 jovens dos Bairros da Caparica e do Pragal, viajaram até Cem Soldos e não foi para o festival dos Bons Sons. Saíram do bairro para passar um fim-de-semana temático, organizado em parceira, pelos Leigos para o Desenvolvimento e o Centro Social e Paroquial do Cristo Rei, que contou com atividades culturais, desportivas, e sociais.
Durante os meses de setembro e outubro, decorreu na Faculdade de Agricultura da Universidade Católica de Moçambique, uma formação em Empreendedorismo denominada AgroJovem. Esta formação teve como objetivo incentivar os jovens que estão quase a graduar-se ou que já se graduaram, a serem empreendedores no setor que é o motor da economia moçambicana, a agricultura.
“Só podemos agradecer aos Leigos [para o Desenvolvimento] por nos terem trazido todas estas informações, por nos abrirem a visão.” Foi com estas palavra que Nito César, secretário da Escolinha de CFM, se congratulou pelo workshop realizado no passado dia 10 de Novembro.
Nas últimas semanas uma rajada de risos, sorrisos e gritos revigorados invadiu várias das Escolinhas Comunitárias do Niassa. A instalação de pequenos parques infantis trouxe ainda mais brincadeira, mais crianças e, consequentemente, mais vida às Escolinhas Comunitárias do Niassa (ECN).
Foi inaugurado um novo espaço em Porto Alegre, S. Tomé e Príncipe, com a missão de melhorar a resposta educativa e formativa à comunidade local. Este novo espaço conta com três salas: uma biblioteca, uma sala multiusos e uma sala de informática que podem ser usadas por toda a população, desde as crianças até aos adultos.
A cidade de Lichinga acolheu nos passados dias 5 e 6 de Setembro o III Fórum Provincial – “Juntos pela Criança”, evento já organizado em anos anteriores.